Olá!
Bom dia!
Segue nossa leitura de Mateus. Hoje, capítulo 27.
Siga hoje, e, sempre, na bênção do Senhor nosso Deus.
Um abraço
Weygner Patrick
Mateus 27
1.
Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e
os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem;
2.
e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao
governador Pilatos.
3.
Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora
condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais
sacerdotes e aos anciãos, dizendo:
4.
Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém,
responderam: Que nos importa? Isso é contigo.
5.
Então, Judas, atirando para o santuário as moedas
de prata, retirou-se e foi enforcar-se.
6.
E os principais sacerdotes, tomando as moedas,
disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de
sangue.
7.
E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do
oleiro, para cemitério de forasteiros.
8.
Por isso, aquele campo tem sido chamado, até ao dia
de hoje, Campo de Sangue.
9.
Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do
profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado
aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram;
10. e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.
11. Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És
tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes.
12. E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada
respondeu.
13. Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem?
14. Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se
grandemente o governador.
15. Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos
presos, conforme eles quisessem.
16. Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás.
17. Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis
que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?
18. Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado.
19. E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas
com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito.
20. Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que
pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.
21. De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos
solte? Responderam eles: Barrabás!
22. Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja
crucificado! Responderam todos.
23. Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja
crucificado!
24. Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o
tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou
inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco!
25. E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos
filhos!
26. Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus,
entregou-o para ser crucificado.
27. Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório,
reuniram em torno dele toda a coorte.
28. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate;
29. tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita,
um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos
judeus!
30. E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça.
31. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as
suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado.
32. Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a
carregar-lhe a cruz.
33. E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
34. deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber.
35. Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a
sorte.
36. E, assentados ali, o guardavam.
37. Por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O
REI DOS JUDEUS.
38. E foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à
sua esquerda.
39. Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo:
40. Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti
mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!
41. De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo,
diziam:
42. Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça
da cruz, e creremos nele.
43. Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem;
porque disse: Sou Filho de Deus.
44. E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido
crucificados com ele.
45. Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra.
46. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu,
Deus meu, por que me desamparaste?
47. E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias.
48. E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de
vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber.
49. Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo.
50. E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.
51. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo;
tremeu a terra, fenderam-se as rochas;
52. abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam,
ressuscitaram;
53. e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na
cidade santa e apareceram a muitos.
54. O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo
o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente
este era Filho de Deus.
55. Estavam ali muitas mulheres, observando de longe; eram as que vinham
seguindo a Jesus desde a Galiléia, para o servirem;
56. entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a
mulher de Zebedeu.
57. Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era
também discípulo de Jesus.
58. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos
mandou que lho fosse entregue.
59. E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho
60. e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando
uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou.
61. Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a
outra Maria.
62. No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os
principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos,
63. disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto
vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei.
64. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro
dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao
povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro.
65. Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como
bem vos parecer.
66. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a
escolta.