Bom dia!
Os termômetros marcam 18ºC, em São Paulo, e o dia promete.
Santifique seu dia com a leitura da palavra de Deus.
Hoje, Mateus 26.
Bora lá?!?!?
Um abraço
Mateus
1.
Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos, disse
a seus discípulos:
2.
Sabeis que, daqui a dois dias,
celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
3.
Então, os principais sacerdotes e os anciãos do
povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás;
4.
e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.
5.
Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja
tumulto entre o povo.
6.
Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o
leproso,
7.
aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de
alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando
ele à mesa.
8.
Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram:
Para que este desperdício?
9.
Pois este perfume podia ser vendido por muito
dinheiro e dar-se aos pobres.
10. Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que
molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo.
11. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me
tendes;
12. pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu
sepultamento.
13. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho,
será também contado o que ela fez, para memória sua.
14. Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais
sacerdotes, propôs:
15. Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas
de prata.
16. E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar.
17. No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e
lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a
Páscoa?
18. E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo
homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa
celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.
19. E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20. Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos.
21. E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade
vos digo que um dentre vós me trairá.
22. E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe:
Porventura, sou eu, Senhor?
23. E ele respondeu: O que mete comigo a mão no
prato, esse me trairá.
24. O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele
por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não
haver nascido!
25. Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso, sou eu, Mestre?
Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.
26. Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu
aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu
corpo.
27. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos,
dizendo: Bebei dele todos;
28. porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em
favor de muitos, para remissão de pecados.
29. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da
videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu
Pai.
30. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
31. Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós
vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas
do rebanho ficarão dispersas.
32. Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante
de vós para a Galiléia.
33. Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o
serás para mim.
34. Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que,
nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
35. Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum
modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
36. Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a
seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali
orar;
37. e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a
entristecer-se e a angustiar-se.
38. Então, lhes disse: A minha alma está
profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
39. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!
Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
40. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?
41. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade,
está pronto, mas a carne é fraca.
42. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu
Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a
tua vontade.
43. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam
pesados.
44. Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas
palavras.
45. Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda
dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo
entregue nas mãos de pecadores.
46. Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.
47. Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele,
grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e
dos anciãos do povo.
48. Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é
esse; prendei-o.
49. E logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou.
50. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste?
Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.
51. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da
espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.
52. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada;
pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão.
53. Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste
momento mais de doze legiões de anjos?
54. Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve
suceder?
55. Naquele momento, disse Jesus às multidões: Saístes
com espadas e porretes para prender-me, como a um salteador? Todos os dias, no
templo, eu me assentava [convosco] ensinando, e não me prendestes.
56. Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos
profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram.
57. E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote,
onde se haviam reunido os escribas e os anciãos.
58. Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo
entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim.
59. Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho
falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.
60. E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas.
Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:
61. Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três
dias.
62. E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao
que estes depõem contra ti?
63. Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te
conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
64. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto,
eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do
Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
65. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que
necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!
66. Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.
67. Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o
esbofeteavam, dizendo:
68. Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu!
69. Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada,
lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu.
70. Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
71. E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a qual disse
aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno.
72. E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem.
73. Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro:
Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia.
74. Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E
imediatamente cantou o galo.
75. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o
galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.